Embora todos os acontecimentos, que ocorrerão durante nossa preparação para a Copa, as obras não concluídas o trem bala, que virou piada internacional, protestos e desperdício de dinheiro público.
Temos que admitir, esporte é esporte, política é política, não vamos misturar tudo, num balaio só.
Que culpa tem o Júlio Cesar ou o Neymar se o trem bala não saiu, ou se o estádio do corinthias time do ex presidente Lula, o homem que se intitula ter feito mais do que qualquer um pelo Brasil, ser o mais caro e inacabado das copas. Na hora de torcer não levo nada disso em consideração, eu to ali vidrado no atleta, no gol, na marcação etc. Isso não me faz ser um alienado, nada haver uma coisa com a outra, nós vamos fiscalizar, ta ai o portal da transparência o TCU, CGU, e vamos responsabilizar nas urnas os culpados e ponto final. Eu sou brasileiro, não vou torcer para o Chile, Argentina ou Alemanha, só porque não curto a Dilma e o governo neoliberal dela. Se o PT, perdeu o rumo virou pelego, ah, não é razão de deixar de ser brasileiro, eles que se mudem junto com os Tucanos e procurem outro lugar para eles cacarejarem.
Cadê as obras do Rio São Francisco? Reforma Providenciaria ou Política, não sei e ninguém do PT também sabe dizer...mas por favor me deixem torcer pela seleção, nada haver misturar uma coisa com a outra.
Eu fui do Rio para Londres três semanas antes do início dos Jogos Olímpicos de 2012. Ao chegar, a cobertura do evento não poderia ser mais negativa; a arrogância do COI (Comitê Olímpico Internacional), suas faixas de trânsito especiais para os VIPs e o fato de pequenos comércios não poderem usar o logo dos anéis olímpicos; nos jornais, não havia outras coisa a não ser reclamações.
O clima começou a mudar quando a tocha olímpica fez uma viagem por vários bairros de Londres. As pessoas começaram a se sentir parte daquilo. Os londrinos começaram a sentir que a Olimpíada era deles – um sentimento que se fortaleceu ainda mais e ganhou uma dimensão nacional com a incrível e peculiar cerimônia de abertura de Danny Boyle.
Galvão Bueno pode não ter ficado perplexo com ela, mas esse não é o ponto. A cerimônia não era exatamente para ele. Ela fez com que os locais se sentissem representados, e preparou terreno para a capacidade do evento em trabalhar sua magia ao longo das duas semanas seguintes.
Quanto disso é relevante para o próximo megaevento, a Copa do Mundo de 2014? É claro que há semelhanças. Às vésperas da grande abertura, a Copa do Mundo tem sérios problemas entre os poderes públicos e a população local, nesse caso os brasileiros. Mas, por outro lado, mesmo se isso for bem escondido, há um grande entusiasmo para o torneio. Houve uma grande venda de ingressos, assim como nos Jogos de Londres. E o tour da taça do Mundial pelas cidades brasileiras arrastou centenas de milhares de pessoas para vê-la. Elas querem estar na festa.
Pessoas pintando as ruas, decorando suas casas...o clima de Copa começa a chegar
Também é verdade que o evento irá demonstrar sua força durante a Copa, espalhando seu pozinho mágico pelas 12 cidades-sede, de Porto Alegre a Manaus.
A atmosfera pelas próximas semanas será, com certeza, inesquecível. Cerca de 640 mil visitantes estrangeiros, da Argélia à Coreia do Sul, da Colômbia a Camarões, irão andar pelo país, todos em busca de espetáculo. Isso irá criar uma onda cosmopolita de energia positiva. Nos meses que antecederam o torneio, a mídia internacional foi atrás de histórias de impacto e problemas da organização, e por que não? Isso é parte da função deles. Os torcedores, porém, têm uma agenda diferente. Eles estão em busca de diversão, estão pagando muito por esse privilégio e querem que o evento seja o mais inesquecível possível.
Isso, claro, é uma grande força. A maior esperança das autoridades é que nas próximas semanas ela abafe os protestos e reclamações. E essa esperança poderá ser justificada nos próximos dias.
Mas há uma importante diferença entre os problemas públicos antes dos Jogos Olímpicos de Londres em relação à Copa do Mundo de 2014. Em Londres, a principal manifestação, até bem perto da Olimpíada começar, era em relação às imposições do COI. Isso também está presente no Brasil, com o debate sobre os poderes cedidos à Fifa.
Mas está longe de ser o principal problema. De fato, depois de estudar os acontecimentos do ano passado, a Fifa chegou à conclusão de que a entidade não era o principal alvo da insatisfação das massas. A grande raiva estava direcionada ao Estado brasileiro.
O principal problema não é de imposição – ou que o evento não é necessariamente brasileiro. Pelo contrário, o principal problema é que a organização do evento tem sido excessivamente brasileira – em outras palavras, os defeitos do Estado brasileiro e as dificuldades rotineiras da população têm aparecido impiedosamente no centro das atenções globais.
Isso significa que, ao contrário de Londres 2012, a organização da Copa do Mundo continuará a ser um tema polêmico mesmo depois do circo fazer as malas e deixar a cidade. Soma-se a isso o fato de que esse é um ano eleitoral – e as recentes declarações de Ronaldo e Joana Havelange só podem ser compreendidas nesse contexto.
Não importa o quão bem-sucedido seja o evento, e quão mágica será a atmosfera entre 12 de junho e 13 de julho, duas crenças básicas provavelmente não serão abaladas: uma significante parcela da população brasileira seguirá com a opinião de que a Copa do Mundo custou demais, e deu muito pouco retorno.